Criar hábitos alimentares saudáveis nas crianças pode parecer uma tarefa difícil, mas, na verdade, depende de bom senso e atenção.
Em primeiro lugar, é fundamental oferecer uma dieta variada e, de preferência, que contenha muitos alimentos frescos. Quantidades adequadas e o respeito aos limites da criança são básicos.
Não se deve forçar a ingestão do que os pequenos não gostam ou exigir que comam tudo o que está no prato. Uma criança normal e saudável quase sempre come sem protestar. Se acontecer resistências freqüentes, as razões devem ser investigadas. Chantagens e negociações mostram-se, muitas vezes, inúteis. Uma educação nutricional adequada começa em casa e a presença da criança à mesa para fazer as refeições com os adultos é uma forma de estimulá-la, tornar esse momento mais prazeroso e, ainda, ensinar hábitos sociais. Respeitar horários é outra dica de valor, evitando atividades paralelas.
Utilizar pequenos truques para tornar os alimentos mais atraentes e driblar eventuais resistências dos pequenos, mas sem excessos, para que a criança possa conhecer, provar e diferenciar os alimentos. Experiências com formas, cores e sabores são sempre bem-vindas. A presença da criança na cozinha, acompanhando e até participando do preparo de alguns alimentos, é uma opção para aumentar seu interesse e até influenciar positivamente na hora da refeição. Aqueles que acompanham as crianças durante as refeições devem estar atentos para não fazer comentários desfavoráveis em relação a esse ou aquele alimento.
Nas refeições intermediárias, entre o desjejum, almoço e jantar, deve-se dar preferência a frutas, iogurtes e frios, evitando guloseimas em excesso.
Colocar em prática esses hábitos facilita a boa alimentação e evita problemas no desenvolvimento infantil, como dificuldades de aprendizado, irritação e falta de atenção. Além de garantir a aquisição de hábitos saudáveis por toda a vida.
Rosana Aparecida marques de Abreu Pegoretti
Setor de Orientação Educacional
Junho/2008